o em RH há mais de 20 anos, observo como a chamada “Inteligência emocional” é característica fundamental para o bom desempenho profissional.Dentro do conceito de Competência tão em voga e composto por Conhecimentos, Habilidades e Atitudes o equilíbrio emocional coloca um profissional ainda mais se em posição de Gestão, em destaque.

  Muito se fala no dia a dia sobre o que vem a ser a maturidade, algumas características denotam se a pessoa tem ou não esse “amadurecimento”, trabalho é um ambiente onde algumas atitudes e comportamentos não podem ter espaço . O ambiente e os objetivos do local de trabalho não são espaço para “descargas emocionais”, comportamento reativos e busca de paternalismo e proteção por parte da Empresa, devemos ter foco nas relações de trabalho e na busca de soluções para os problemas vivenciados no dia a dia corporativo.  

Vamos considerar três atributos que podem deixar exposto o nível de maturidade de qualquer um, no trabalho e também na vida pessoal.

Este é um atributo necessário não importa qual o cargo ou responsabilidades que a pessoa tenha no seu trabalho. Assertividade demonstra segurança e dominio sobre o tema objeto da conversa. Algumas atividades, exigem dose maior de assertividade, principalmente quando se discute resultados e há cobrança por atingimento de metas.

Obviamente, e aqui está a chave da questão, em qualquer que seja a situação, assertividade deve ser manifestada de forma respeitosa; exigir com diplomacia, sem hostilidade verbal, sem perder as estribeiras com quem participa do diálogo ou do debate. O gestor, não importa qual o nível que ocupa na hierarquia, tem de tratar seus subordinados com respeito e motivá-los a buscar bons resultados. Agindo com arrogância e agressividade descontrolada, qualquer um pode ser considerado imaturo…

A pessoa deve mostrar-se como ela é de fato. Querer impressionar a plateia assumindo atitudes incompatíveis com a sua condição real ou com a sua personalidade é uma demonstração clara de imaturidade. Dramatizar para parecer aos outros que é poderoso, importante, inteligente, o mais ocupado, indispensável, tem pernas curtas. Em algum momento essa encenação será percebida e, então, o imaturo cairá no ridículo.

Por outro lado, a falta de transparência pode gerar implicações mais complicadas e rasteiras do que essa. Um exemplo comum: falar das pessoas pelas costas ou agir subliminarmente para conseguir vantagens. Outro exemplo: agir para “puxar o tapete” de um colega de trabalho para obter um cargo que ele também almeja mostra falta de caráter mas, também, imaturidade.

Empatia é a habilidade de sentir o que uma outra pessoa está sentindo, de perceber e reconhecer emoções em outras pessoas. É diferente e mais profundo do que simpatia, que é ter sentimento por alguém. Os empáticos são pessoas sensíveis, que percebem os que os outros querem ou necessitam. São bons ouvintes, não são arrogantes ou críticos, porque conseguem colocam-se na pele da outra pessoa.

O mau humor, o orgulho, a insensibilidade, a falta de receptividade, são características evidentes do antipático. Esses sinais trazem dificuldades para provocar a empatia e para gerenciar relacionamentos com outras pessoas, tanto na vida profissional quanto na pessoal. Atrapalha e dificulta a constituição de algo extremamente importante chamado rede de relacionamento.

No mundo corporativo as expressões assertividade, transparência e empatia são conhecidas como competências (conjunto de conhecimentos, habilidades, atitudes que as pessoas têm). A meu ver, essas três competências, dentre inúmeras outras, são os pilares fundamentais que contribuem para o sucesso profissional e pessoal desejado por muitos. Elas contribuem não só para assegurar a permanência no emprego como podem ser acionadoras da carreira.

Não custa nada e é fácil mudar…

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